sábado, 24 de outubro de 2009

Estrutura do Osso

O osso é considerado o mais rígido dos tecidos conjuntivos do corpo.É composto de matriz que contém muitos minerais.Em geral,a superfície externa do osso é denominada cortical e é ligeramente mais forte do que a porção esponjosa ou interna do osso.

O osso é um tecido orgânico que muda constantemente e que desempenha várias funções. O esqueleto é o conjunto de todos os ossos do corpo. O sistema musculo esquelético é formado pelo esqueleto, pelos músculos, tendões, ligamentos e outros componentes das articulações. O esqueleto provê força, estabilidade e uma base de sustentação para que os músculos trabalhem e produzam o movimento. Os ossos também servem de escudos para proteger os delicados órgãos internos.


Os ossos possuem duas formas principais: plana (como as placas do crânio e as vértebras) e longa (como os ossos das pernas e dos braços). Entretanto, a sua estrutura interna é basicamente a mesma. A parte rígida externa é composta, em sua maioria, por proteínas como o colágeno, e por uma substância denominada hidroxiapatita. Composta principalmente de cálcio e outros minerais, a hidroxiapatita armazena grande parte do cálcio do corpo e é, em grande parte, responsável pela resistência dos ossos. A medula óssea localizada no centro de cada osso é mais mole e menos densa que o restante do osso e contém células especializadas que produzem células sangüíneas.
Ossos de forma plana:
-Placas do crânio:



- As vértebras:


Ossos de forma longa:
- Ossos das pernas e dos braços:





Vasos sangüíneos passam através dos ossos e nervos os circundam. As articulações representam o ponto de união de um ou mais ossos e a sua configuração determina o grau e a direção do possível movimento. Algumas articulações, como aquelas que se encontram entre os ossos planos do crânio (denominadas suturas) não apresentam movimento. Outras permitem uma amplitude de movimento. Por exemplo, a articulação do ombro, a qual é do tipo “bola e soquete”, permite a rotação interna e a rotação externa, além dos movimentos do membro superior para frente, para trás e para os lados.

As articulações do tipo dobradiça (gínglimos) dos cotovelos e dedos das mãos e dos pés permitem apenas os movimentos de flexão e extensão.
Cotovelo:



Dedos das mãos:






Dedos dos pés:




Outros componentes das articulações proporcionam estabilidade e reduzem o risco de lesões resultantes do uso constante. As extremidades de uma articulação são recobertas por cartilagem – um tecido liso, resistente e protetor que atua como amortecedor de choques e redutor do atrito. As articulações também possuem um revestimento (membrana sinovial) que as envolve, formando uma cápsula articular. As células do tecido sinovial produzem um líquido transparente (líquido sinovial) que preenche a cápsula, reduzindo ainda mais o atrito e facilitando o movimento.




Os músculos são feixes de fibras que apresentam a propriedade de contração.



Os músculos esqueléticos, responsáveis pela postura e pelos movimentos, estão unidos aos ossos e dispostos em grupos opostos em torno das articulações. Por exemplo, os músculos que flexionam o cotovelo (bíceps braquial) sofrem a oposição de músculos que estendem o cotovelo (tríceps braquial). Os tendões são cordões resistentes de tecido conjuntivo que inserem cada extremidade de um músculo ao osso. Os ligamentos são tecidos semelhantes aos tendões que circundam as articulações e conectam um osso a outro. Os ligamentos ajudam no reforço e estabilização das articulações, permitindo os movimentos somente em determinadas direções.

As bursas são sacos repletos de líquido que provêem um amortecimento extra, geralmente entre estruturas adjacentes, as quais, de outra forma, poderiam produzir atrito entre si e, conseqüentemente, acarretar desgaste e laceração, por exemplo, entre um osso e um ligamento. Os componentes de uma articulação trabalham em conjunto para facilitar um movimento equilibrado e que não cause dano. Por exemplo, quando o joelho é flexionado para montar um degrau, os músculos posteriores da coxa contraem-se e encurtam, tracionando a perna para trás e flexionando o joelho.

Ao mesmo tempo, o músculo quadríceps femoral, localizado na parte anterior da coxa relaxa, permitindo a flexão do joelho. No interior da articulação do joelho, a cartilagem e o líquido sinovial minimizam o atrito. Cinco ligamentos em torno da articulação ajudam a manter os ossos alinhados adequadamente. As bursas servem como amortecedores entre estruturas como, por exemplo, a tíbia e o tendão que se insere na patela (tendão patelar).

topo
Distúrbios Musculo esqueléticos
Dentro do Joelho

A estrutura do joelho garante sua proteção. Ele encontra-se totalmente envolvido por uma cápsula articular flexível o suficiente para permitir os movimentos, mas também forte o suficiente para manter a articulação unida.

A cápsula é revestida pelo tecido sinovial, o qual secreta o líquido sinovial que lubrifica a articulação. A cartilagem resistente ao uso e que reveste as extremidades do fêmur (osso da coxa) e da tíbia (osso da perna) ajuda a reduzir o atrito durante os movimentos.

Coxins cartilaginosos (meniscos) atuam como amortecedores entre os dois ossos e ajudam a distribuir o peso do corpo na articulação. As bursas (bolsas repletas de líquido) fornecem proteção quando a pele ou os tendões movem-se sobre os ossos. Os ligamentos laterais e posteriores do joelho reforçam a cápsula articular, aumentando a estabilidade. A patela (rótula) protege a parte frontal da articulação.

Os distúrbios do sistema musculoesquelético são causas importantes de dor crônica e de incapacidade física. Embora os componentes desse sistema possam apresentar um bom desempenho com o uso, eles podem sofrer desgaste, lesões ou inflamações. As lesões ósseas, musculares e articulares são muito freqüentes e com gravidade variável, desde um estiramento muscular leve a uma distensão ligamentar, de uma luxação articular a uma fratura. Embora essas lesões geralmente sejam dolorosas e possam acarretar complicações a longo prazo, quase todas curam completamente.

A inflamação é uma resposta natural à irritação ou à lesão tissular. Ela produz aumento de volume, rubor, calor e limitação funcional. A inflamação de uma articulação é denominada artrite e a de um tendão é denominada tendinite. A inflamação pode ser limitada a uma pequena área do corpo (localizada), como apenas em uma articulação ou em um tendão lesado, ou pode ser disseminada, como ocorre em determinadas doenças inflamatórias (p.ex., artrite reumatóide).

A inflamação pode tornar-se crônica e persistente, algumas vezes em decorrência do movimento contínuo e de sobrecargas mecânicas e, outras vezes, por causa de reações imunes, infecções ou depósitos de materiais anormais. Infecções de ossos e articulações podem fazer o indivíduo ficar inválido. O tratamento imediato pode impedir danos permanentes às articulações. Tumores benignos e cânceres às vezes têm origem nos ossos, e às vezes alastram-se até os ossos a partir de outros locais do corpo. Desequilíbrios metabólicos ou hormonais também podem afetar os ossos e as articulações.


Um exemplo é a osteoporose, uma rarefação dos ossos resultante da perda excessiva de minerais nos ossos. Outro exemplo é a gota, em que cristais formam-se nas articulações de indivíduos suscetíveis, que apresentam um nível anormalmente elevado de ácido úrico no sangue. Os exames laboratoriais podem fornecer informações úteis relativas a alguns distúrbios musculoesqueléticos, mas essas informações em geral não são suficientes para o diagnóstico. Radiografias são efetuadas para avaliar áreas de dor óssea, porque freqüentemente esse procedimento detecta fraturas, tumores, lesões, infecções e deformidades.

Tomografia computadorizada (TC) e imagens por ressonância magnética (IRM) podem ser solicitadas para a determinação da extensão e da localização exata de uma lesão. A imagem por ressonância magnética é especialmente válida para a obtenção de imagens de tecidos como músculos, ligamentos e tendões. Uma amostra de líquido articular pode ser examinada para identificar as bactérias causadoras de uma infecção ou para examinar os cristais que confirmam um diagnóstico de gota ou pseudogota.

O médico remove o líquido através de uma agulha – um procedimento geralmente rápido, fácil e quase indolor, efetuado no consultório. O tratamento depende do tipo de distúrbio musculoesquelético. Freqüentemente as lesões são tratadas com repouso, compressas quentes ou frias, analgésicos e imobilização com talas ou bandagens. Doenças que afetam simultaneamente várias articulações são em geral tratadas com drogas para reduzir a inflamação e suprimir a resposta imunológica do organismo; contudo as articulações mais cronicamente lesadas não podem ser curadas apenas por drogas.

Algumas articulações gravemente lesadas podem ser substituídas por juntas artificiais. Com freqüência, o tratamento exige os esforços combinados de médicos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.


Estrutura e classificação das articulações:


SISTEMA ARTICULAR

Articulação ou juntura é a conexão entre duas ou mais peças esqueléticas (ossos ou cartilagens). Essas uniões não só colocam as peças do esqueleto em contato, como também permitem que o crescimento ósseo ocorra e que certas partes do esqueleto mudem de forma durante o parto. Além disto, capacitam que partes do corpo se movimentem em resposta a contração muscular.

Embora apresentem consideráveis variações entre elas, as articulações possuem certos aspectos estruturais e funcionais em comum que permitem classificá-las em três grandes grupos: fibrosas, cartilaginosas e sinoviais. O critério para esta divisão é o da natureza do elemento que se interpõe às peças que se articulam.

Articulações fibrosas
As articulações nas quais o elemento que se interpõe às peças que se articulam é o tecido conjuntivo fibroso são ditas fibrosas (ou sinartroses). O grau de mobilidade delas, sempre pequeno, depende do comprimento das fibras interpostas. Existem três tipos de articulações fibrosas: sutura, sindesmose e gonfose.

As suturas, que são encontradas somente entre os ossos do crânio, são formadas por várias camadas fibrosas, sendo a união suficientemente íntima de modo a limitar intensamente os movimentos, embora confiram uma certa elasticidade ao crânio. A maneira pela qual as bordas dos ossos articulados entram em contato é variável, reconhecendo-se suturas planas (união linear retilínea ou aproximadamente retilínea), suturas escamosas (união em bisel) e suturas serreadas (união em linha “denteada”). No crânio, a articulação entre os ossos nasais é uma sutura plana; entre os parietais, sutura denteada; entre o parietal e o temporal, escamosa.



No crânio do feto e recém-nascido, onde a ossificação ainda é incompleta, a quantidade de tecido conjuntivo fibroso interposto é muito maior, explicando a grande separação entre os ossos e uma maior mobilidade. Estas áreas fibrosas são denominadas fontículos (ou fontanelas). São elas que permitem, no momento do parto, uma redução bastante apreciável do volume da cabeça fetal pela sobreposição dos ossos do crânio. Esta redução de volume facilita a expulsão do feto para o meio exterior.



Na idade avançada pode ocorrer ossificação do tecido interposto (sinostose), fazendo com que as suturas, pouco a pouco, desapareçam e, com elas, a elasticidade do crânio.

Nas sindesmoses os ossos estão unidos por uma faixa de tecido fibroso, relativamente longa, formando ou um ligamento interósseo ou uma membrana interóssea, nos casos, respectivamente de menor ou maior comprimento das fibras, o que condiciona um menor ou maior grau de movimentação. Exemplos típicos são a sindesmose tíbio-fibular e a membrana interóssea radio-ulnar.

Gonfose é a articulação específica entre os dentes e seus receptáculos, os alvéolos dentários. O tecido fibroso do ligamento periodontal segura firmemente o dente no seu alvéolo. A presença de movimentos nesta articulação significa uma condição patológica.

Articulações cartilaginosas
Nas articulações cartilaginosas o tecido que se interpõe é a cartilagem. Quando se trata de cartilagem hialina, temos as sincondroses; nas sínfises a cartilagem é fibrosa. Em ambas a mobilidade é reduzida. As sincondroses são raras e o exemplo mais típico é a sincondrose esfeno-occipital que pode ser visualizada na base do crânio. Exemplo de sínfise é a união, no plano mediano, entre as porções púbicas dos ossos do quadril, constituindo a sínfise púbica. Também as articulações que se fazem entre os corpos das vértebras podem ser consideradas como sínfise, uma vez que se interpõe entre eles um disco de fibrocartilagem - o disco intervertebral.

Articulações sinoviais

A mobilidade exige livre deslizamento de uma superfície óssea contra outra e isto é impossível quando entre elas interpõe-se um meio de ligação, seja fibroso ou cartilagíneo. Para que haja o grau desejável de movimento, em muitas articulações, o elemento que se interpõe às peças que se articulam é um líquido denominado sinóvia, ou líquido sinovial.

Além da presença deste líquido, as articulações sinoviais possuem três outras características básicas: cartilagem articular, cápsula articular e cavidade articular.

· A cartilagem articular é a cartilagem do tipo hialino que reveste as superfícies em contato numa determinada articulação (superfícies articulares), ou seja, a cartilagem articular é a porção do osso que não foi invadida pela ossificação. Em virtude deste revestimento as superfícies articulares se apresentam lisas, polidas e de cor esbranquiçada. A cartilagem articular é avascular e não possui também inervação. Sua nutrição, portanto, principalmente nas áreas mais centrais, é precária, o que torna a regeneração, em caso de lesões, mais difícil e lenta.

· A cápsula articular é uma membrana conjuntiva que envolve a articulação sinovial como um manguito. Apresenta-se com duas camadas: a membrana fibrosa (externa) e a membrana sinovial (interna). A primeira é mais resistente e pode estar reforçada, em alguns pontos, por ligamentos , destinados a aumentar sua resistência. Em muitas articulações sinoviais, todavia, existem ligamentos independentes da cápsula articular e em algumas, como na do joelho, aparecem também ligamentos intra-articulares.

· Cavidade articular é o espaço existente entre as superfícies articulares, estando preenchido pelo líquido sinovial.

Ligamentos e cápsula articular têm por finalidade manter a união entre os ossos, mas além disto, impedem o movimento em planos indesejáveis e limitam a amplitude dos movimentos considerados normais.

A membrana sinovial é a mais interna das camadas da cápsula articular. É abundantemente vascularizada e inervada, sendo encarregada da produção da sinóvia (líquido sinovial), o qual tem consistência similar a clara do ovo e tem por funções lubrificar e nutrir as cartilagens articulares. O volume de líquido sinovial presente em uma articulação é mínimo, somente o suficiente para revestir delgadamente as superfícies articulares e localiza-se na cavidade articular.

Além destas características, que são comuns a todas articulações sinoviais, em várias delas encontram-se formações fibrocartilagíneas, interpostas às superfícies articulares, os discos e meniscos, de função discutida: serviriam à melhor adaptação das superfícies que se articulam (tornando-as congruentes) ou seriam estruturas destinadas a receber violentas pressões, agindo como amortecedores. Meniscos, com sua característica forma de meia lua, são encontrados na articulação do joelho. Discos são encontrados nas articulações esternoclavicular e temporomandibular.

Movimentos das articulações sinoviais:

As articulações fibrosas e cartilagíneas tem um mínimo grau de mobilidade. Assim, a verdadeira mobilidade articular é dada pelas articulações sinoviais. Estes movimentos ocorrem, obrigatoriamente, em torno de um eixo, denominado eixo de movimento. A direção destes eixos é ântero-posterior, látero-lateral e longitudinal. Na análise do movimento realizado, a determinação do eixo de movimento é feita obedecendo a regra, segundo a qual, a direção do eixo de movimento é sempre perpendicular ao plano no qual se realiza o movimento em questão. Assim, todo movimento é realizado em um plano determinado e o seu eixo de movimento é perpendicular àquele plano. Os movimentos executados pelos segmentos do corpo recebem nomes específicos e aqui serão definidos, a seguir, apenas os mais comuns:

· Flexão e extensão são movimentos angulares, ou seja, neles ocorre uma diminuição ou um aumento do ângulo existente entre o segmento que se desloca e aquele que permanece fixo. Quando ocorre a diminuição do ângulo diz-se que há flexão; quando ocorre o aumento, realizou-se a extensão, exceto para o pé. Neste caso, não se usa a expressão extensão do pé: os movimentos são definidos como flexão dorsal e flexão plantar do pé. Os movimentos angulares de flexão e extensão ocorrem em plano sagital e, seguindo a regra, o eixo desses movimentos é látero-lateral.



· Adução e abdução que são movimentos nos quais o segmento é deslocado, respectivamente, em direção ao plano mediano ou em direção oposta, isto é, afastando-se dele. Para os dedos prevalece o plano mediano do membro. Os movimentos da adução e abdução desenvolvem-se em plano frontal e seu eixo de movimento é ântero-posterior.





· Rotação que é o movimento em que o segmento gira em torno de um eixo longitudinal (vertical). Assim, nos membros, pode-se reconhecer uma rotação medial, quando a face anterior do membro gira em direção ao plano mediano do corpo, e uma rotação lateral, no movimento oposto. A rotação é feita em plano horizontal e o eixo de movimento, perpendicular a este plano é vertical.





· Circundução, é o resultado do movimento combinatório que inclui a adução, extensão, abdução, flexão e rotação. Neste tipo de movimento, a extremidade distal do segmento descreve um círculo e o corpo do segmento, um cone, cujo vértice é representado pela articulação que se movimenta.





Classificação funcional das articulações sinoviais:

O movimento nas articulações depende, essencialmente, da forma das superfícies que entram em contato e dos meios de união que podem limitá-lo. Na dependência destes fatores as articulações podem realizar movimentos em torno de um, dois ou três eixos. Este é o critério adotado para classificá-las funcionalmente. Quando uma articulação realiza movimentos apenas em torno de um eixo, diz-se que é mono-axial ou que possui um só grau de liberdade; será bi-axial a que os realiza em torno de dois eixos (dois graus de liberdade); e tri-axial se eles forem realizados em torno de três eixos (três graus de liberdade). Assim, as articulações que só permitem a flexão e extensão, como a do cotovelo, são mono-axiais; aquelas que realizam extensão, flexão, adução e abdução, como a radio-cárpica (articulação do punho), são bi-axiais; finalmente, as que além de flexão, extensão, abdução e adução, permitem também a rotação, são ditas tri-axiais, cujos exemplos típicos são as articulações do ombro e do quadril.

Classificação morfológica das articulações sinoviai:

O critério de base para a classificação morfológica das articulações sinoviais é a forma das superfícies articulares. Contudo, às vezes é difícil fazer esta correlação. Além disto, existem divergências entre anatomistas quanto não só a classificação de determinadas articulações, mas também quanto à denominação dos tipos. De acordo com a nomenclatura anatômica, os tipos morfológicos de articulações sinoviais são:

· Plana, na qual as superfícies articulares são planas ou ligeiramente curvas, permitindo deslizamento de uma superfície sobre a outra em qualquer direção. A articulação acromioclavicular (entre o acrômio da escápula e a clavícula) é um exemplo. Deslizamento existe em todas as articulações sinoviais mas nas articulações planas ele é discreto, fazendo com que a amplitude do movimento seja bastante reduzida. Entretanto, deve-se ressaltar que pequenos deslizamentos entre vários ossos articulados permitem apreciável variedade e amplitude de movimento. É isto que ocorre, por exemplo, nas articulações entre os ossos curtos do carpo, do tarso e entre os corpos das vértebras.

· Gínglimo, ou dobradiça, sendo que os nomes referem-se muito mais ao movimento (flexão e extensão) que elas realizam do que à forma das superfícies articulares. A articulação do cotovelo é um bom exemplo de gínglimo e a simples observação mostra como a superfície articular do úmero, que entra em contato com a ulna, apresenta-se em forma de carretel. Todavia, as articulações entre as falanges também são do tipo gínglimo e nelas a forma das superfícies articulares não se assemelha a um carretel. Este é um caso concreto em que o critério morfológico não foi rigorosamente obedecido. Realizando apenas flexão e extensão, as articulações sinoviais do tipo gínglimo são mono-axiais.

· Trocóide, na qual, as superfícies articulares são segmentos de cilindro e, por esta razão, cilindróides talvez fosse um termo mais apropriado para designá-las. Estas articulações permitem rotação e seu eixo de movimento, único, é vertical: são mono-axiais. Um exemplo típico é a articulação radio-ulnar proximal (entre o rádio e a ulna) responsável pelos movimentos de pronação e supinação do antebraço. Na pronação ocorre uma rotação medial do rádio e, na supinação, rotação lateral. Na posição de descrição anatômica o antebraço está em supinação.

· Condilar, cujas superfícies articulares são de forma elíptica e elipsóide seria talvez um termo mais adequado. Estas articulações permitem flexão, extensão, abdução e adução, mas não a rotação. Possuem dois eixos de movimento, sendo portanto bi-axiais. A articulação radio-cárpica (ou do punho) é um exemplo. Outros são a articulação temporomandibular e as articulações metacarpofalângicas.

· Selar, na qual a superfície articular de uma peça esquelética tem a forma de sela, apresentando concavidade num sentido e convexidade em outro, e se encaixa numa segunda peça onde convexidade e concavidade apresentam-se no sentido inverso da primeira. A articulação carpo-metacárpica do polegar é exemplo típico. É interessante notar que esta articulação permite flexão, extensão, abdução, adução e rotação (conseqüentemente, também circundução) mas é classificada como bi-axial. O fato é justificado porque a rotação isolada não pode ser realizada ativamente pelo polegar sendo só possível com a combinação dos outros movimentos.

· Esferóide, que apresenta superfícies articulares que são segmentos de esferas e se encaixam em receptáculos ocos. O suporte de uma caneta de mesa, que pode ser movimentado em qualquer direção, é um exemplo não anatômico de uma articulação esferóide. Este tipo de articulação permite movimentos em torno de três eixos, sendo portanto, tri-axial. Assim, a articulação do ombro (entre o úmero e a escápula) e a do quadril (entre o osso do quadril e o fêmur) permitem movimentos de flexão, extensão, adução, abdução, rotação e circundução.

Complexidade de organização:

Quando apenas dois ossos entram em contato numa articulação sinovial diz-se que ela é simples (por exemplo, a articulação do ombro); quando três ou mais ossos participam da articulação ela é denominada composta (a articulação do cotovelo envolve três ossos: úmero, ulna e rádio).

Inervação:



As articulações sinoviais são muito inervadas. Os nervos são derivados dos que suprem a pele adjacente ou os músculos que movem as articulações.

As terminações nervosas sensíveis a dor são numerosas na membrana fibrosa da cápsula e nos ligamentos e são sensíveis ao estiramento e à torção destas estruturas. Contudo, o principal tipo de sensibilidade é a propriocepção.

Das terminações proprioceptoras da cápsula - fusos neurotendinosos - partem impulsos que interpretados no sistema nervoso central informam sobre a posição relativa dos ossos da articulação, do grau e direção de movimento. As vezes, essas informações são inconscientes, e atuam em nível de medula espinhal para controle dos músculos que agem sobre a articulação.

Forças Articulares:

Estudos na área desportiva mostram que, durante os movimentos de salto, ocorrem forças que podem superar até vinte vezes o peso corporal do sujeito, com conseqüências potencialmente lesivas para os tecidos envolvidos na distribuição destas forças (Amadio e Duarte, 1996). No ballet clássico já foram mensuradas forças de impacto com o solo da ordem de seis vezes o peso corporal durante a execução de determinados saltos (Sousa et al., 2001). Estes patamares de força são contrastantes com a suavidade e leveza características dos movimentos realizados no ballet clássico. Considerando-se o número de saltos que uma bailarina executa a cada ensaio, a cada apresentação e ao longo de sua carreira, o potencial lesivo sobre as articulações é extremamente relevante.

As lesões do membro inferior são freqüentes em bailarinas, quer sejam de dança moderna, jazz ou ballet clássico (Schneider et al., 1974; Grego et al., 1999). Segundo Garrick (1986) e Liederbach (1985) Simpson et al. (1997a) cerca de 86% das lesões em bailarinos acontecem ao nível da extremidade inferior. Hardaker et al. (1985) afirmam que 64% destas lesões são provocadas por microtraumatismos crônicos de repetição, que determinam o stress típico a que estão sujeitas as estruturas anatômicas no ballet.

Dado que os movimentos no ballet clássico envolvem, na sua maioria, posições articulares e esforços musculares extremos, compreende-se que ocorra um grande desgaste dos tecidos ósseo e ligamentar (Amadio et al., 2000). A elevada amplitude da flexão que se verifica ao nível da articulação do joelho, característica da execução da maioria destes movimentos, os elevados momentos articulares produzidos e a reduzida área de contato da articulação patelo-femoral, induzem nesta articulação elevados gradientes de força que igualmente lhe podem provocar diversas patologias.

Vários fatores influenciam na magnitude das forças articulares, dependendo da atividade em questão. Na dança, alguns estudos apontam uma correlação entre a amplitude de salto e a magnitude das forças intra-articulares, bem como reconhecem a sua importância para o entendimento da etiologia de lesões crônicas e osteoartrites.Outro fator que pode interferir na magnitude destas forças é a interface entre o segmento e o solo. Alguns trabalhos já demonstraram a influência do tipo de calçado nas forças articulares do membro inferior.Isto sugere que no ballet o tipo de sapatilha também pode interferir na magnitude destas forças.

O conhecimento da magnitude destas forças é determinante não apenas para a prevenção de lesões, nomeadamente reconhecendo os exercícios e encadeamentos de superior mobilidade, como também se afigura determinante para a otimização do gesto técnico em ordem à utilização de movimentos coreográficos mais ousados e graciosos (Picon et al., 2000).

Complementar ao enfoque cinético (análise das forças), um estudo das energias envolvidas pode ser representativo da técnica empregada durante os movimentos. A transferência de energia entre os músculos e os segmentos pode ser quantificada pelo trabalho mecânico muscular (Winter, 1990). Desta forma, calcular o trabalho mecânico muscular auxilia na análise da influência da técnica e na compreensão das estratégias individuais utilizadas para absorção e distribuição das forças de impacto.

A avaliação de forças internas é especialmente difícil em seres humanos, na medida em que para sua medição direta seria necessário recorrer a métodos altamente invasivos. Desta forma, a disponibilização de métodos não invasivos, ainda que indiretos, pode constituir uma contribuição relevante para o progresso do conhecimento no domínio em causa. A dinâmica inversa constitui um método que permite a quantificação de forças internas a partir do conhecimento das restantes forças envolvidas, da aceleração e dos parâmetros inerciais dos segmentos corporais (Loss, 2002). Sendo assim, os objetivos do presente estudo são: a) verificar se diferentes tipos de sapatilha interferem na força articular do joelho e no trabalho mecânico muscular no joelho e no tornozelo e b) verificar se diferentes saltos do ballet interferem na força articular do joelho e no trabalho mecânico muscular no joelho e no tornozelo.


Estruturas envolvidas na articulação:

Osso:tecido conjuntivo que forma uma articulação.

Cartilagem hialina:cobertura translúcida que protege as extremidades do osso.

Fibrocartilagem:cartilagem mais resistente que contém propriedades elásticas que permitam a acomodação de forças de pressão,fricção e cisalhamento nas surperfícies articulares,também denominada disco(ou menisco).

Líquido sinovial:líquido transparente e espesso que lubrifica uma articulçao sinovial,promovendo menor atrito ao movimento articular,também ajudando a nutrir as estruturas cartilaginosas.

Ligamento:tecido conjuntivo denso que une um osso a outro,promovendo estabilidade.



Tentão:tecido conjuntivo que une o músculo ao osso e que atua no movimento articular.



Músculo:tecido conjuntivo que se contrai para criar movimento em uma articulação,bem como participa na estabilidade de uma articulação.



Patologias que ocorrem no osso:

Recorrer a banco de ossos tem sido cada vez mais necessário nos últimos anos em virtude do aumento do número de cirurgias como: tumores ósseos, artrodeses de coluna, revisões de artroplastia total de quadril e traumatismos com perda óssea. Tem-se tentado criar alternativas de enxerto ósseo, como o uso de osso liofilizado, tanto bovino quanto humano. Os processos de liofilização e o tempo de reidratação do osso antes de sua utilização transoperatória têm sido implicados na alteração das propriedades biomecânicas do osso. Este trabalho comparou a resistência à compressão in vitro do osso bovino congelado e do osso bovino liofilizado reidratado. Utilizaram-se cilindros de 10 x 8mm provenientes de côndilos femorais bovinos, que foram testados em uma máquina de compressão automatizada. Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre os grupos estudados. O enxerto ósseo bovino congelado e posteriormente descongelado durante uma hora suporta as mesmas cargas compressivas e possui a mesma razão de deformação que o osso bovino liofilizado e reidratado durante 90 minutos antes do teste ou reidratado no momento do teste. O processo conjunto de liofilização e reidratação do osso não altera as suas propriedades biomecânicas de compressão.(AU)

Caso 1

Informações clínicas: paciente com história de hipoacusia e otorréia bilateral de longa data.
Histopatologia: presença de ouvido médio anormal com retração da membrana timpânica, timpanosclerose maciça e importante destruição dos ossículos. Também nota-se presença de tecido de granulação e neoformação óssea. (Figura 3). Comentário: os achados neste OTH indicam claramente a correlação da otite média e suas seqüelas. O quadro de OMC da figura três demonstra alterações teciduais irreversíveis dentro do ouvido médio que somente poderiam ser adequadamente tratadas através de uma intervenção cirúrgica. Está claro que a presença de uma perfuração da MT, não é uma condição indispensável para a conceituação da OMC. Vários autores demonstraram que quando a definição de OMC se estende além da perfuração timpânica pura e simples e passa a considerar alterações patológicas irreversíveis teremos MT intactas (porém dificilmente normais) em 80% dos casos 2.3.

Caso 2

Informações clínicas: paciente com história de cofose e otorréia no ouvido esquerdo desde o nascimento. A otorréia, entretanto, cedeu aos trinta anos.

Histopatologia: a cavidade do ouvido médio apresenta um colesteatoma de grandes proporções envolvendo a cápsula ótica, o nervo facial e a mastóide, além deste achados no ouvido médio este osso temporal mostra outras alterações compatíveis com otoespongiose, labirintite e schwanoma vestibula.

Comentário: este caso é clássico para ilustrar que múltiplas patologias podem ser concomitantes em u mesmo ouvido. O colesteatoma, otoespongiose e o Schwanoma s independentes entre si e completamente coincidentes. A labirintite entretanto, poderia ter sido causa tanto pelo colesteatoma como tumor. A presença de patologias múltiplas acometendo o osso temporal já foi motivo de publicação prévia extraída de estudos histopatológicos 4.

Histopatologia: há extenso envolvimento otospongiótico do ducto coclear e labirinto vestibular com hidropsia endolinfática acentuada.

Comentário: o paciente apresentava história típica de doença de Meniére. Os achados histopatglógicos fortemente sugerem uma relação causal (neste OTH) entre a otoespongiose e o desenvolvimento da hidropsia endolinfática. Novamente estudos da associação de otoespongiose e hidropsia endolinfática já foram tema de publicações anteriores partidas de constatações histopatológicas irrefutáveis 5.

Direções futuras

A filosofia expansionista do Laboratório de Otopatologia da Universidade de Minnesota associada à procura constante de novas técnicas fizeram com que estudos de microscopia eletrônica viessem a se somar aos de microscopia óptica nos últimos anos. A ultra-estrutura de OTH e a minúcia de caracteres celulares até então ocultos passaram a ser explorados pelas lentes poderosas e detalhistas do microscópio eletrônico.

Além da microscopia eletrônica, outros avanços estão sendo incorporados nos estudos desenvolvidos pelo laboratório. Até hoje a maioria dos trabalhos nascidos ali descreviam achados histológicos sem entretanto quantificá-los. Hoje através de técnicas histomorfométricas a quantificação já é possível e os achados podem ser estatisticamente respaldados deixando de ser puramente descritivos.

Este fato indubitavelmente empresta às publicações a credibilidade aritmética tão valorizada e exigida nos últimos anos pela maioria dos periódicos científicos.
Além da histomorfometria, novos e aperfeiçoados métodos de embebição e fixação dós OTH têm sido realizados com vistas a correta preparação dos ossos para posterior análise imunohistoquímica.

Esforços concentrados na área da informática objetivam a computadorização de todos os dados pertinentes aos OTH tanto clínicos como de patologia. Com isto a abstração de dados de história, assim como a seleção dos ossos disponíveis para um particular estudo serão enormemente facilitados. Este programa está sendo desenvolvido buscando o estabelecimento de um sistema universal. Assim sendo, abre-se a possibilidade da troca de informações entre os vários centros de otopatologia do mundo sem restrições de linguagem ou distância.

As novas tecnologias e métodos de pesquisa que descrevemos nos parágrafos anteriores levam-nos a uma interrogação obrigatória: quantos laboratórios de ossos temporais serão suficientes para esgotar nossas necessidades e satisfazer nossas dúvidas? Achamos que não obstante o número, ele nunca será o suficiente. As coleções e os laboratórios devem ser dinâmicos com crescimento constante e sempre superior ao número de moléstias que atingem o ouvido humano. Como exemplo a síndrome da imunodeficiência adquiria, as doenças auto-imune e uma miríade de outras síndromes eram desconhecidas e talvez até inexistentes há somente uma década atrás.

Muito mais importante ainda é que cada região tenha acesso às patologias que lhe afetam e são comuns habilitando-os a desenvolver "Know-how" próprio e coerente com suas necessidades. No caso de um país como o Brasil, pela sua extensão geográfica, diversificação cultural, racial, climática e sócio-econômica e pelo elevado nível de sua medicina e existência de um laboratório próprio autônomo ou afiliado se impõe. Os autores se alinham ao lado daqueles que acreditam que em medicina (como em outras áreas) a contínua importação de informações básicas pode ser perigosa, podadora e até mesmo oportunista.

Acreditamos verdadeiramente na viabilidade deste projeto. Ele representará um grande salto de qualidade para a otorrinolaringologia neste país. O vai-vem clínico-patológico é indispensável para o crescimento da otologia de uma forma uniforme e completa em nosso meio.


Lesões fibro-ósseas benignas (LFOB) são patologias de caráter benigno onde se agrupam alterações patológicas caracterizadas pela substituição de osso por tecido conjuntivo. A classificação destas patologias baseia-se, principalmente em critérios clínicos e radiográficos, uma vez que estas lesões podem apresentar aspectos histológicos semelhantes, no entanto, exibindo comportamento e prognóstico distintos, como na displasia fibrosa, lesões reativas e fibroma ossifi-cante central.

A displasia fibrosa (DF) consiste em uma lesão benigna do tipo hamartoma que ocorre principalmente em pessoas jovens,iniciando geralmente na primeira ou segunda década da vida, aparecendo como uma expansão lenta e indolor e com prevalência na maxila,envolvendo não raramente ,nestes casos, ossos adjacentes e sendo denominado de displasia craniomaxilofacial.Quanto ao tratamento,lesões pequenas que não comprometem esteticamente requerem apenas biópsia para confirmação e o acompanhamento clínico, enquanto que outras lesões que continuam a crescer, comprometendo estética e funcionalmente o paciente, requerem tratamento cirúrgico com osteoplastia após a estabilização do crescimento da lesão.

O fibroma cemento-ossificante (FCO) central pode ocorrer em qualquer idade, porém observa-se maior incidência nas 3a e 4a décadas de vida, envolvendo a mandíbula, principalmente na região de pré-molares e molares, afetando na maioria dos casos pacientes do gênero feminino. As lesões pequenas são em sua maioria assintomáticas e as lesões grandes resultam em um aumento de volume do osso envolvido, podendo causar assimetria facial.O tratamento, de acordo com Neville e Tuji consiste na enucleação do neoplasma, cuja execução apresenta relativa facilidade devido à natureza circunscrita do fibroma ossificante, apresentando prognóstico muito bom e rara recidiva.

Lesões reativas referem-se às lesões onde ocorre a substituição de osso de determinada região por tecido osteo-cementóide.Três grupos de displasias fazem parte desta classificação: cemento-óssea periapical, focal e floridas.As lesões se assemelham quanto à: sintomatologia, freqüentemente ausente; predileção pelo sexo feminino; pela raça negra e faixa etária entre a 4a e a 6a décadas de vida,diferenciando-se entre si pelo padrão de localização e pelo aspecto radiográfico.

Resumo:
A designação "lesão fibro-óssea" descreve apenas um processo que inclui um grande grupo de lesões onde se fazem presentes hamartomas, processos displásicos e reativos, bem como neoplasmas, possuindo como aspecto comum à substituição do osso por tecido conjuntivo fibroso, contendo quantidades variáveis de tecido mineralizado. O objetivo deste trabalho foi verificar a prevalência das lesões fibro-ósseas benignas e a sua distribuição quanto ao sexo, raça, localização e faixa etária, diagnosticadas no período entre os anos de 1971 e 1997 no laboratório de Patologia Bucal da FOUSP. Os nossos resultados demonstraram que as LFOB foram as que tiveram maior incidência correspondendo à metade de todas as lesões ósseas, devido à falta de informações adicionais no momento do diagnóstico histopatológico. Na nossa amostra a lesão mais freqüente no grupo de LFOB foi o FCO. Em relação ao grupo de LFOB são mais freqüentes em pacientes do sexo feminino da raça branca com idades variando entre a 1a e a 5a década de vida. No que diz respeito à localização anatômica a mandíbula é mais acometida nos casos diagnosticados como LFOB, FCO, enquanto que a maxila é o sitio anatômico de maior ocorrência nos casos de DF.

Função Muscular

Avaliação da função muscular, cartilagem articular e citologia do líquido sinovial na ruptura completa do ligamento cruzado anterior.

Fibras Musculares:


A interferência do treinamento sobre as características das fibras musculares
Os músculos representam valores médios em torno de 40% sobre o peso corporal total dos indivíduos adultos. Atletas treinados em esportes de força possuem comumente um percentual de massa muscular mais elevado, opostamente indivíduos sedentários possuem menor percentual de massa magra.

Na constituição dos músculos, cada músculo como um todo é recoberto pelo Epimísio que é uma camada envolvente de tecido conjuntivo. O músculo é subdividido em pequenos feixes de fibras ou células musculares envolvidos pelo Perimísio. O Endomísio o qual é o invólucro de cada fibra (célula muscular), constitui a terceira subdivisão de todo o músculo.

O papel dos Músculos:
O exercício físico intenso e contínuo é acompanhado pela produçäo de radicais livres, que provocam uma alteraçäo das membranas celulares, o que causa uma lesäo acompanhada por um processo inflamatório ao nível das fibras musculares. Várias causas foram sugeridas para estas alteraçöes, entre as quais o alto grau de estresse provocado pelo exercício, alteraçöes da microcirculaçäo, produçäo de metabólitos, tóxicos e depleçäo intramuscular dos substratos energéticos. O rápido desenvolvimento da lesäo das fibras musculares e do tecido conjuntivo é acompanhado por uma disfunçäo e migraçäo de componentes intracelurares para os espaços intesticial e plasmático. O dano muscular está associado com aumentos dos níveis plamáticos de creatinoquinase (CK) e de lactato desidrogenase (LDH), o que serve como indicador do aumento da permeabilidade celular resultante. A formaçäo de radicais livres e do desencadeamento do processo de peroxidaçäo também contribuem para o dano muscular. Embora o papel do exercício na produçäo de radicais livres näo esteja bem esclarecido, um grande número de autores sugerem que a elevaçäo do consumo de oxigênio durante o exercício induz a produçäo de redicais livres e outras substâncias oxidantes. Recentemente, na literatura foi demonstrado que as vitaminas A (beta-caroteno), E (Tocoferol) e C (ácido ascórbico), junto com minerais como o zinco (Zn), atuam como agentes protetores antioxidantes (AU)

Tensão dos músculos:


O alongamento muscular é amplamente empregado no tratamento e na prevenção de doenças musculo esqueléticas.Estudos utilizam informações subjetivas do paciente como "desconforto" e "tensão sem dor" para limitar intensidade de alongamento, sem estabelecer uma tensão adequada de estiramento.

Força Muscular:


Embora testes de uma repetição máxima (1-RM) sejam freqüentemente utilizados para a avaliação da força muscular, acredita-se que os resultados obtidos possam ser afetados pela falta de familiarização prévia, até mesmo em sujeitos com experiência em exercícios com pesos. Assim, o objetivo deste estudo foi investigar o impacto do processo de familiarização para avaliação da força muscular em testes de 1-RM. Para tanto, 21 homens (24,5 ± 3,8 anos), aparentemente saudáveis, com experiência prévia de pelo menos seis meses em treinamento com pesos, foram submetidos a testes repetitivos de 1-RM nos exercícios supino em banco horizontal, agachamento e rosca direta de bíceps. Os testes foram executados em quatro sessões, intervaladas a cada 48-72 horas. Um número máximo de três tentativas, com intervalo de três a cinco minutos para recuperação, foi utilizado em cada exercício, nas quatro sessões de testagem. ANOVA para medidas repetidas, seguida pelo teste post hoc de Tukey, quando p < 0,05, foi utilizada para o tratamento dos dados. Aumentos significantes na força muscular (p < 0,01) foram encontrados nos três exercícios analisados entre a primeira e a quarta sessão de familiarização (2,4% no supino em banco horizontal, 3,4% no agachamento e 5,4% na rosca direta de bíceps). Todavia, nenhuma diferença estatisticamente significante foi encontrada entre a segunda e a quarta sessão de familiarização na rosca direta de bíceps (p > 0,05), bem como entre a terceira e a quarta sessão no supino em banco horizontal e no agachamento (p > 0,05). Os resultados indicam que a falta de familiarização prévia com testes de 1-RM pode comprometer a avaliação da força muscular. Portanto, sugere-se, para avaliação mais acurada da força muscular mediante testes de 1-RM, a execução de duas a três sessões de familiarização em homens adultos com experiência em exercícios com pesos.

Tipos de Contrações Musculares:
Isométrico


Isotônico


Isocinético


Três tipos básicos,porém essenciais,de contrações musculares que ocorrem em nosso corpo.Todos os tipos podem ocorrer em um determinado músculo,e cada tipo desempenha um papel importante em uma determinada função,onde está relacionada com a mobilidade ou estabilidade de uma articulação.

Patologias que podem ocorrer no músculo:
As Lesões por Esforços Repetitivos (LER)- também conhecidas como Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) e que se tornaram visíveis a partir da entrada da reestruturação produtiva- são vivenciadas por trabalhadores e expressam um dos sofrimentos advindos da relação do trabalhador com o trabalho. Buscamos neste artigo a compreensão de como as LER/DORT podem desenvolver-se no corpo do trabalhador contemporâneo com base em sua história de trabalho, pensando esta síndrome como uma subjetivação da relação entre o trabalhador e o trabalho. Esta pesquisa apresenta como proposta associar conhecimentos da área biomédica com conhecimentos da psicologia social, configurando uma abordagem interdisciplinar na busca de uma linguagem de interface entre profissões que possuem o mesmo enfoque - o trabalhador.
Onze pacientes portadores de fibrose do quadríceps (FQ) foram submetidos à biópsia muscular, com estudo histoquímico do músculo quadríceps. Individualizaram-se, em oito pacientes, três patologias musculares de bases distintas: amiotrofia espinhal (quatro pacientes), miopatia congênita do tipo predominância de fibras do tipo I (três pacientes) e miopatia congênita do tipo desproporçäo congênita entre as fibras dos tipos I e II (um paciente). Em três pacientes, a patologia muscular de base näo pôde ser definida e o substrato anatomopatológico constitui-se de uma atrofia seletiva para as fibras do tipo II. Paralelamente, as alteraçöes histológicas inflamatórias encontradas nos nossos casos säo idênticas àquelas descritas na miopatia por agulha. Tendo em vista a individualizaçäo de patologias musculares de base na FQ, as injeçöes intramusculares devem ser interpretadas como fator desencadeante. O estudo histoquímico do músculo quadríceps na FQ é pela primeira vez descrito na literatura (AU)
Hipertrofia benigna do músculo masseter
O primeiro relato de hipertrofia idiopática de masseter (HIM) foi descrito por Legg em 1880, em uma menina de 10 anos, na qual foi observada hipertrofia idiopática do músculo temporal concomitantemente1-4,7.O músculo masseter, quadrilátero e potente, é essencial para uma adequada mastigação e situa-se lateralmente ao ramo da mandíbula, sendo, então, importante na estética facial. Sua hipertrofia, devido ao desenvolvimento excessivo do tecido muscular, altera o contorno facial, gerando desconforto e queixa de alteração estética, para muitos pacientes1,2. Além disso, esse aumento pode modificar a funcionalidade normal do músculo, causando trismo, protrusão e bruxismo2,3. A etiopatogenia permanece obscura1-6, no entanto, alguns autores a associam com vícios de mascar gomas, alterações psicológicas, alterações na articulação temporomandibular entre outras. Pode acometer qualquer indivíduo, independendo da idade, sexo e raça1-3,6 e, ainda, atingir ambos os lados da face1-6. A história clínica e o exame físico são importantes para o diagnóstico diferencial, porém não exclui totalmente outras lesões, sendo válido em algumas ocasiões, quando se tem dúvida, o uso de outros métodos de diagnóstico complementar, como por exemplo, tomografia computadorizada1,5. Deve-se fazer o diagnóstico diferencial com certas patologias, como alteração neoplásica do músculo e patologias de glândulas salivares, neoplasia ou doença inflamatória da glândula parótida e miopatia intrínseca do músculo masseter1,2,4. O tratamento consiste em optar por: conservador, isto é, uso de tranqüilizantes, placa para conter o ranger dos dentes, ajuda de psicólogos entre outras1,3,4 ou cirúrgico com abordagens via intra-oral ou extra-oral.1-3,5. Os objetivos deste trabalho foram relatar um caso de hipertrofia idiopática de masseter, revisar a literatura e propor um tratamento eficaz para o paciente.

Incidência

A HIM até pouco tempo atrás era considerada um fenômeno raro, mas vem sendo um problema estético cada vez mais comum, mas ainda é considerada uma patologia pouco freqüente2. Acomete em maior proporção pacientes orientais8. Segundo uma revisão de 108 casos descritos na literatura até 1984, Baek constatou que a média de idade dos pacientes é de 30 anos; 57% dos casos ocorriam no sexo masculino, 60% dos casos eram bilateral e destes apenas cinco casos estavam associados à hipertrofia de músculo temporal13.

Etiologia

Origem desta patologia ainda é desconhecida1-6. Há autores que correlacionam a hipertrofia idiopática de masseter com diversos problemas, como: dentição defeituosa, hábitos mastigatórios imperfeitos, vícios de mascar gomas, desarranjo da articulação temporomandibular (ATM), ranger de dentes, bruxismo e cerramento dos dentes durante o sono2. Portanto, qualquer pessoa que apresenta alguma das causas acima pode desenvolver alteração do músculo masseter, especialmente a hipertrofia, seja unilateral ou bilateral. Outro fator que aumenta tal risco são pessoas com distúrbios psicológicos, ou seja, distúrbios emocionais podem sofrer alteração de propriocepção em manter o tônus muscular do masseter e causar sua hipertrofia. Segundo a citação de Teixeira, existem dois tipos de hipertrofia de masseter: uma congênita ou familiar e outra adquirida em razão da hipertrofia funcional2.

Diagnóstico diferencial

É importante diagnosticar corretamente a hipertrofia idiopática de masseter, uma vez que pode ser confundida com outras patologias. Destacam-se, a hipertrofia compensatória unilateral, devido à hipotrofia ou hipoplasia do lado contra lateral, alteração neoplásica do músculo masseter e patologias de glândulas salivares, neoplasia ou doença inflamatória da glândula parótida e miopatia intrínseca do músculo masseter1,2,4.

Diagnóstico e sintomatologia

Pode-se fazer o diagnóstico pela avaliação clínica, anamnese direcionada, exame radiográfico panorâmico1-6, sendo a palpação da massa contráctil a manobra diagnóstica que consiste em palpação da massa contrátil com os dedos mantendo o paciente com os dentes fortemente cerrados, assim o volume da massa se torna mais proeminente e definido pela contração. Com o músculo relaxado pela boca ligeiramente aberta, a palpação bimanual extra-oral demonstrará que o volume estará localizado dentro do plano muscular. No relaxamento, o ângulo da mandíbula pode revelar uma firme irregularidade que ao Rx simples em AP aparece como2. Segundo Seltzer e Wang (1987), a tomografia computadorizada e a ressonância nuclear magnética mostram excelentes imagens para o diagnóstico de diversas patologias do músculo masseter9. Já os testes neurológicos e a eletromiografia não são úteis para essa patologia, conforme Maxwell e Weggoner10.

A maioria dos pacientes relata apenas problemas estéticos, isto porque o aumento de volume do masseter causa assimetria facial ou face "quadrada"1-6. Alguns indivíduos se queixam de dor, cefaléia, tensão muscular, trismo e claudicação mastigatória intermitente1-4.

Tratamento

Para os pacientes que optam pelo tratamento não-cirúrgico, o tratamento clínico baseia-se em sessões psicológicas para pacientes com alterações psiquiátricas, uso de placa de reabilitação dentária, antiespasmódicos e ansiolíticos, analgésicos e fisioterapia1,3,4. Possuiu bons resultados em hipertrofias leves. Não há na literatura dados confiáveis quanto ao sucesso do tratamento clínico isolado.

O tratamento cirúrgico foi proposto pela primeira vez por Gurney em 1947 e sua técnica cirúrgica constava na incisão submandibular e remoção de 3/4 a 2/3 de todo o tecido muscular existente a partir da aponeurose superior do músculo até o bordo inferior da mandíbula11.

A osteotomia na região do ângulo da mandíbula foi aconselhado por Adams em 19501.

A remoção da porção de inserção do músculo masseter na mandíbula em forma de triangular foi a técnica empregada por Martensson em 1950 para um paciente com história de bruxismo e hipertrofia unilateral do masseter12.

Dezessete casos foram tratados cirurgicamente pelo método via intra-oral por Beckers em 1977 e consistia na remoção de uma faixa muscular interna do masseter hipertrofiado (desde a inserção superior do bordo do arco zigomático até a inserção inferior do ângulo da mandíbula), evitando uma cicatriz visível na face, diminuindo a possibilidade de lesão de ramos do nervo facial14.

O método mais empregado atualmente para a correção da HIM é a via extra-oral, através de uma incisão submandibular (Risdon), com a remoção de uma faixa muscular vertical interna do músculo de aproximadamente 2/3 de sua espessura1.
RELATO DO CASO

O paciente M.A.S., 24 anos, procurou o departamento de Otorrinolaringologia com queixa de aumento bilateral de região de ângulo de mandíbula, de início aproximadamente há 6 anos (Figura 1). Referiu aumento progressivo e lento nesta região, não-doloroso à palpação e que não limitava a abertura bucal. Queixava-se também de otalgia bilateral, trismo noturno e ansiedade.

Ao exame físico, o paciente apresentava hipertrofia bilateral de masseter sem outras alterações. Com os dados da história clínica e o exame físico (inspeção e palpação do intra e extra-oral) foi diagnosticado hipertrofia idiopática do masseter acometendo ambos os lados.

Não havia história familiar de hipertrofia masseterina. Foi proposto o procedimento cirúrgico por motivos estéticos e funcionais.

Descrição cirúrgica:

1) Utilizou-se a incisão submandibular (Risdon) com cerca de 5cm de extensão com isolamento do nervo marginal mandibular e vasos faciais;

2) Incisou-se o músculo a aproximadamente 5mm acima da basilar mandibular, descolando-se todo o masseter do ramo ascendente e ressecando-se uma faixa muscular da faixa interna vertical correspondendo a mais ou menos 2/3 da espessura muscular;

3) Após a ressecção da musculatura, o terço externo restante foi suturado ao seu local de origem no coto muscular inserido na basilar da mandíbula;

4) Ao final da cirurgia realizou-se a drenagem da loja, assim como curativo compressivo com bandagem. Em 24hs horas foi retirado o dreno;

5) Foi instituído fisioterapia entre o 10º e o 14º dia pós-operatório.

DISCUSSÃO

A HIM é uma patologia pouco comum, no entanto nos últimos anos vários casos têm sido descritos na literatura, assim como variações das técnicas cirúrgicas para o tratamento desta patologia estética e/ou funcional. A HIM é uma patologia de causa ainda não estabelecida, porém há certas condições que se associam com tal alteração, como por exemplo: distúrbios psicológicos, hábito de mascar gomas, alteração da ATM entre outras. Muitos autores relatam que a ansiedade é uma característica comum aos pacientes com HIM. A queixa de trismo do nosso paciente estava associada a episódios de stress e ansiedade. Apesar de os trabalhos encontrados na literatura descreverem a alteração estética como sendo a principal queixa dos pacientes com HIM, o paciente em questão queixava-se de otalgia, relacionada com disfunção da ATM. Vários trabalhos encontrados na literatura também descrevem as alterações funcionais do masseter e da ATM como sendo patologias associadas com a HIM1-6.

O diagnóstico da HIM é essencialmente clínico, os sintomas e a queixa de alteração estética associada com a progressão insidiosa da doença. O exame físico através da palpação intra e extra-oral da massa muscular sem sinais inflamatórios corroboram para o diagnóstico. Os principais diagnósticos diferenciais são massas tumorais de glândulas salivares maiores (como a parótida e glândula submandibular), tumores ósseos do terço médio e inferior da face, processos inflamatórios musculares ou salivares, neoplasias vasculares e aumentos nodulares. Nos casos de dúvidas no diagnóstico Seltzer e Wang (1987) recomendam exames complementares como a tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética que são excelentes no diagnóstico de diversas patologias do músculo masseter, glândulas salivares e processos tumorais ósseos ou vasculares9. Para Maxwell e Weggoner (1951) os testes neurológicos e a eletromiografia são dispensáveis.

As opções de tratamento cirúrgico da HIM baseiam-se na abordagem do acesso cirúrgico intra e extra-oral. Ambas as técnicas baseiam-se na retirada de fibras musculares em excesso, do terço interno das fibras verticais deste músculo1,2. Nos casos de hiperplasia óssea do ângulo mandibular podemos realizar osteoplastia redutora. É aconselhável a fixação do feixe muscular externo restante no periósteo mandibular como forma recuperação funcional mais adequada. (1/2). A opção pelo acesso intra ou extra-oral, a nosso ver, não se baseia nos resultados estéticos ou funcionais nem nos riscos de lesão vásculo-nervosa e sim na habilidade e experiência do cirurgião nestas vias de abordagens. Apesar de Da Cruz et al. (1994) sugerirem a via intra-oral como sendo de menor risco de lesão e de melhor resultado estético, o cirurgião habilitado com experiência no acesso à mandíbula não tem dificuldades no isolamento do nervo mandibular. O resultado estético das incisões submandibulares (como p.ex. Risdon) é bem aceito pelos pacientes.



CONCLUSÃO

A HIM é uma patologia de causa obscura e que pode acometer qualquer indivíduo. Apesar de o diagnóstico da HIM ser essencialmente clínico, exames complementares são oportunos para o diagnóstico diferencial com outras doenças. A escolha do tratamento cirúrgico dependerá principalmente da experiência e da habilidade do cirurgião.

RESUMO

A hipertrofia idiopática do músculo masseter (HIM) é uma patologia pouco freqüente e de causa desconhecida. Alguns autores correlacionam tal condição com hábitos de mascar gomas, disfunção da articulação temporomandibular (ATM), hipertrofias congênitas e funcionais, e distúrbios emocionais (nervosismo e ansiedade). A maioria dos pacientes queixa-se da alteração estética decorrente da assimetria facial, também chamada "face quadrada", no entanto, sintomas como trismo, protrusão e bruxismo também podem ocorrer. Os objetivos deste estudo foram: relatar um caso de HIM e descrever a sintomatologia e o tratamento realizado. O paciente relatava aumento bilateral na região do ângulo da mandíbula de evolução lenta e progressiva. Negava dor ou desconforto, porém se queixava de otalgia bilateral, trismo noturno e ansiedade. Ao exame físico, observou-se hipertrofia bilateral de masseter sem alterações inflamatórias no local. Foi indicado tratamento cirúrgico com abordagem extra-oral. Exames complementares são indicados na dúvida diagnóstica. A conduta terapêutica varia de conservadora a cirúrgica, sendo que esta depende principalmente da experiência e da habilidade do cirurgião.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Almanaque Cinesiológico





Espaço reservado para assuntos diversos ...








Dores na Coluna Vertebral e Metafisica I



COLUNA VERTEBRAL:

O que ela diz em suas dores?







Quase todos nós conhecemos as dores e os desconfortos da coluna vertebral. O que poucos de nós sabemos são quais os aspectos emocionais se expressam ou se escondem nestes sintomas. Afinal, quais são as prováveis relações emocionais que acometem a coluna vertebral?



A coluna vertebral relaciona-se com a estrutura da personalidade. É por assim dizer o eixo central do ego, que é a parte da personalidade que faz contato com o mundo externo. Problemas de coluna indicam desequilíbrios ou dificuldades na formação da personalidade ou conflitos no relacionamento com as pessoas ou com o mundo que nos cerca.



A coluna trás em suas partes, determinados aspectos prováveis de relação mente e corpo relacionados a cada região. A região cervical relaciona-se à flexibilidade e amplitude de perspectivas. As duas primeiras vértebras relacionam-se mais com as dificuldades que temos na formação dos nossos conceitos e as duas últimas, a ressentimentos, e da mesma forma as primeiras torácicas.



Na altura da sétima cervical, em muitas pessoas ocorrem materializações relacionadas a ressentimentos, situações emocionais do passado mal resolvidas evidenciando saliências nesta área corpórea. Pessoas inflexíveis e de padrão de comportamento rígido tendem a calcificações na região cervical. A retificação da lordose anatômica cervical relaciona-se ao excesso de exigência sobre si mesmo e perfeccionismo. A hiperlordose cervical relaciona-se ao medo, sobretudo sustos na infância, tristeza e dificuldade de acreditar na própria felicidade. Algumas exceções acontecem em pessoas que querem ocultar o medo e “levantam o nariz”, como popularmente é referido para descrever a postura de arrogância. A escoliose cervical muitas vezes relaciona-se a uma tristeza do passado que “murcha” a pessoa, “caindo” a cabeça para um dos lados. As patologias da região cervical estão mais relacionadas à inflexibilidade e à tentativa de controlar tudo, ou de racionalizar tudo; no entanto, às vezes elas são conseqüentes a conflitos que relacionam-se a outras áreas, sobretudo da coluna dorsal.



A região dorsal ou torácica relaciona-se à postura diante da vida, especialmente diante do emocional. Problemas na região dorsal indicam dificuldade de posicionamento, sobretudo diante das emoções. As calcificações na dorsal estão relacionadas a tristezas profundas. Os casos de hipercifose ( acentuação da cifose) evidenciam um esconder-se do mundo, um encolher-se diante dos fatos que não sabemos como administrar. Já os casos de retificação (perda da curvatura anatômica) relacionam-se a um excesso de exigência sobre si mesmo.



A escoliose (curvatura lateral) da região dorsal em muitos casos relaciona-se ao “encurvar-se” diante de fatos que “não sei como”, ou “não posso mudar”, ou “sou forçado a aceitar”. É muito comum acontecer na adolescência, porque o jovem não sabe como se portar. Não é mais criança, nem adulto. Para algumas coisas, os pais e a sociedade o tratam como adulto; para outras, como criança, e isso gera uma confusão muito difícil de esclarecer. As pessoas “retas”, retificadas nesta região, sofrem muito com a necessidade de ostentar o não são.



Já os hipercifóticos em geral são tristes e assumiram que a vida é triste mesmo, e nada se pode fazer para mudar. As patologias da região dorsal, em geral, relacionam-se à tristeza, por a pessoa não viver as emoções de forma equilibrada, especialmente nos casos de hipercifose. Os casos de retificação relacionam-se mais ao perfeccionismo. Ocorrem em geral nas pessoas que foram muito cobradas e que acabaram se cobrando muito, especialmente a perfeição.



A região lombar está relacionada ao “ter” na vida. Problemas na lombar relacionam-se em geral a perdas, ou medo de perdas, ou de não conquistar, tanto no aspecto material, quanto emocional. A hiperlordose lombar, muitas vezes relaciona-se aos aspectos acima referidos, e em alguns casos relaciona-se à repressão sexual. É uma tentativa de “esconder” o sexo, que acontece sobretudo nas mulheres. A famosa “bundinha arrebitada” em muitos casos esconde uma repressão sexual e uma necessidade de ser dominada, ou ainda uma supervalorização da estética diante das emoções.



A retificação lombar também pode ocorrer pelos motivos citados acima, e pelo perfeccionismo. Já a escoliose lombar pode relacionar-se à rejeição intra-uterina, por patologia congênita óssea, o que às vezes também acontece na sétima cervical. Algumas pessoas que sofreram rejeição, especialmente de sexo, apresentam estas patologias congênitas nesta região. As patologias da região lombar geralmente relacionam-se a medos, ou à situação de muita cobrança, interna e externa, relacionadas a questões com conotações emocionais.



Por Paulo Henrique de Abreu – phdeabreu@msn.com

Fisioterapeuta especializado em RPG









Dores na Coluna Vertebral e Metafisica II- continução

A região sacral está relacionada à sexualidade. Problemas na região sacral relacionam-se a conflitos relacionados a sexualidade, sobretudo traumas e repressão. Nos casos de meninas que são esperadas meninos, é muito comum encontrarmos uma materialização sobre o sacro e dores na região. Estas mulheres, em geral, apresentam dificuldade nos relacionamentos íntimos, dificuldade de engravidar, cólicas menstruais, suscetibilidades a problemas no aparelho reprodutor (útero, ovários, seios etc.) frigidez e tendência homossexual conflitiva. (Condição sexual homossexual que só acontece porque a pessoa não se permite ter o que quer, no caso uma relação heterossexual).



Homens com esse tipo de conflito materializam menos sobre o sacro, mas também manifestam problemas com a sexualidade, tanto com os relacionamentos, como no que diz respeito à suscetibilidade a problemas no aparelho reprodutor, inclusive em muitos casos sendo estéreis e tendo tendência homossexual conflitiva.

É muito importante destacar que as dores do isquiático (ciático) também estão relacionadas aos problemas de coluna da região lombar e sacral. Correspondem aos medos de seguir em frente, inseguranças diversas e dificuldade de adaptação as situações de vida, especialmente aquelas que requerem mudança de comportamento ou que transformam nossa rotina.



Não são apenas os problemas de coluna, mas todas as articulações relacionam-se à nossa capacidade de nos “articular” na vida, ou seja, capacidade de relacionamento político. Problemas nas articulações relacionam-se à rigidez e à dificuldade de superar situações difíceis. Incluem-se nesse contexto todas as “ites” que afetam as articulações e que estão relacionadas a situações desagradáveis a que a pessoa se submete mesmo não gostando, por não saber com resolver.

Quando nos referimos a “articular-se” na vida, estamos enfocando nossa capacidade de relacionarmo-nos equilibradamente sem machucar o outro nem nos deixarmos machucar, respeitando os limites de cada um, inclusive os próprios. Viver é relacionar-se de forma equilibrada; do contrário, é muito difícil termos uma perspectiva feliz e saudável. Portanto, a forma como nos relacionamos é fundamental para o nosso equilíbrio. Essa maneira equilibrada de viver constrói-se a partir da espiritualidade e do amor, que sempre deve começar pelo amor por si mesmo. O equilíbrio sempre parte do respeito mútuo entre as pessoas, o que em nossas relações é fundamental. A capacidade de se “articular” é muito importante para o êxito ser alcançado, tanto no trabalho, quanto nas relações mais próximas, e consiste na flexibilidade e maleabilidade que precisamos ter para não desrespeitarmos os outros e nem a nós mesmos.



Para ser infeliz e desamado, ninguém nasce. Se, nascemos dentro de uma perspectiva negativa, é porque temos a esperança de reversão. A vida é incompatível com a tristeza e a falta de amor. Portanto, “articular-se” é relacionar-se dentro da interdependência saudável que rege o universo com respeito pelo outro e por si mesmo, sem toda a rigidez que se relaciona à maioria dos problemas articulares. Desculpem a repetição, mas no que se refere ao inconsciente, que assimila bem o que for repetido, esta repetição é produtiva: precisamos melhorar nossas relações, para que possamos mudar o mundo.





Por Paulo Henrique de Abreu – phdeabreu@msn.com

Fisioterapeuta especializado em RPG













Endireite as costas !!!



A posição ereta do homem só foi possível pelas modificações que surgiram na coluna. A cabeça teve que se equilibrar na porção superior da coluna e, assim, permitir que os olhos pudessem ficar voltados para a frente; a cabeça e o tronco tiveram que se equilibrar sobre os membros inferiores, por meio da cintura pélvica; e o corpo todo teve que se apoiar no espaço ocupado pelas plantas dos pés, com isso modificando o centro de gravidade.
Essas manobras só foram possíveis pelo aparecimento das curvas lordóticas, secundárias, na região cervical e na lombossacra; nisto desempenhou papel fundamental a massa muscular, por desenvolver uma força antigravitacional poderosa, que permitiu aos primitivos seres antropóides erguer-se do chão, adquirir a postura ereta mantê-la e andar. Esses atos eram voluntários, comandados pelo sistema nervoso central, e, com o passar dos séculos, transformaram-se em atos regulados pelo sistema nervoso involuntário.O feto da espécie humana encontra-se, no útero, numa posição de flexão total, com a coluna em "C", cifótica. O único músculo de inervação voluntária que está em atividade é o iliopsoas, que permite ao feto dar pontapés. Este, porém, não pode dar cabeçadas.
Na vida pós-natal, a criança consegue, logo nas primeiras semanas, levantar a cabeça, o que é feito pela presença da musculatura antigravitacional do pescoço e resulta na formação da lordose cervical. Aos nove meses, quando a criança começa a engatinhar e a sentar, surge a presença da musculatura da região lombar, antigravitacional, que molda a curvatura da coluna na região lombossacral. O início do amadurecimento neuromuscular, que se manifesta no controle dos esfíncteres e dos glúteos, permite à criança ficar de pé.As curvas são divididas em primária, que já existe no feto e é a cifose dorsal, e secundárias ou adquiridas, que são as lordoses cervical e lombar.Essas curvas (lordose cervical e lombar), convexas anteriormente, são moldadas pelos músculos e pelos discos intervertebrais, que são cuneiformes. Na região dorsal, a curvatura é côncava anteriormente e determinada pelas alturas dos corpos vertebrais.
Os bebês devem passar os primeiros meses em pronação ou supinação, ou seja, devem ser deitados em decúbito ventral, como ocorre no Brasil e nos Estados Unidos, ou em decúbito dorsal, como é tradição na Inglaterra ou vários países europeus. As crianças colocadas em decúbito dorsal têm maior desenvolvimento motor; alguns autores acreditam que esta posição seja a causa do aparecimento da escoliose infantil, comum na Inglaterra e praticamente inexistente no Brasil e nos Estados Unidos.

Figura: Evolução cronológica do desenvolvimento da postura no.homem. A -Coluna no útero não tem nenhuma curvatura. B - Formação da lordose cervical para suportar a elevação da cabeça. C - Formação da lordose lombar devido à força antigravitacional dos músculos.


Durante os dois primeiros anos de vida, as vértebras lombares crescem rapidamente, com conseqüente alongamento lombar e aumento das nádegas, resultantes da posição ereta.
Acompanhando 600 crianças de um orfanato, verificou-se que, durante o crescimento, de 2 a 6 anos, os joelhos se aproximam (joelho valgo) para dar uma base mais ampla feita por uma torção da tíbia.
A taxa de crescimento em altura diminui rapidamente nos dois primeiros anos e continua a diminuir na idade pré-escolar, havendo um pequeno aumento entre 11 e 14 anos, para as meninas, e entre 12 e 15 anos, para os meninos. A mesma evolução ocorre em relação ao peso.
Até os 9 anos, não há diferenças significativas entre meninos e meninas, apesar de as meninas serem um pouco mais gordas e um pouco mais baixas. A partir daí, as meninas crescem mais rapidamente e essa taxa de crescimento continua por 2 a 3 anos, sendo a velocidade máxima atingida por volta de 12 anos, aproximadamente um ano antes da menarca. Nos meninos, tudo ocorre dois anos mais tarde. Entre 16 e 18 anos, cessa o crescimento em estatura e o ponderal.O crescimento das partes do corpo é diferenciado. Durante a infância, o crescimento mais rápido é o da cabeça; depois, o do tronco. No segundo ano, as pernas começam a crescer mais rapidamente que o tronco, e isso continua até o início do crescimento da puberdade, quando, em ambos os sexos, o tronco cresce mais rapidamente do que os membros. Nos meninos, os ossos da cintura escapular crescem mais rapidamente do que os da cintura pélvica, e,nas meninas, vice-versa.O peso corporal está em função da gordura, músculos e vísceras. Os músculos constituem-se no maior contingente do peso corporal. No nascimento, constituem 25% do peso corporal, e, no início da adolescência, podem constituir 43% do peso corporal.


Fonte: Knoplich, José - Endireite as costas





terça-feira, 20 de outubro de 2009










ANATOMIA DA COLUNA VERTEBRAL












Considerações Gerais
O corpo humano é o melhor exemplo da perfeição da natureza. Se nada de errado acontecer, todos os seus órgãos e sistemas funcionam e interagem entre si com perfeição. Algumas estruturas, no entanto surpreendem por sua engenhosidade. A coluna vertebral é uma delas. A coluna vertebral é a viga mestra em balanço do esqueleto, sendo didaticamente dividida em duas porções: anterior, constituída pelo ligamento longitudinal anterior, corpo vertebral, disco intervertebral e o ligamento longitudinal posterior e outra posterior, constituída pelo canal vertebral, ligamento amarelo, as articulações inter-apofisárias, os ligamentos interespinhais e supra-espinhais, pedículos, lâminas, processos transversos e espinhosos.
Função
A flexibilidade é sua principal característica , pois as vértebras apresentam mobilidade entre si. A estabilidade é fornecida por sua estrutura ligamentar e osteomuscular. Entre suas funções temos: proteção da medula espinhal, movimentação e marcha, manutenção da posição ereta, suporte do peso corporal e ligação de todas as suas regiões desde a occipital até o sacro. Apresenta 4 curvaturas fisiológicas que não ocorrem ao acaso: lordose cervical, cifose torácica, lordose lombar e cifose sacra. A lordose cervical estende-se do atlas à segunda vértebra torácica, a cifose torácica da segunda vértebra torácica à décima segunda, e tem variações individuais. A lordose lombar é uma curvatura que se estende da décima segunda vértebra torácica até a transição lombosacra. A sua forma deve-se à adaptação às forças de carga e locomoção, que se inicia a partir do momento em que o indivíduo passa a deambular. A curvatura sacra, da articulação lombosacra ao cóccix e a sua concavidade anterior direciona-se para frente e para baixo. Essas curvaturas têm para a coluna uma função muito especial: equilibrar e facilitar a distribuição do peso e das forças compressivas, impedindo a sobrecarga de áreas específicas. É simples, na ausência dessas curvas, a coluna seria igual a uma tábua, o que dificultaria a sua mobilidade. No plano frontal a coluna é reta, sendo que alguns desvios laterais discretos podem estar presentes.














O volume dos corpos vertebrais aumenta progressivamente da região cranial para a caudal, o que demonstra uma adaptação do ser humano às cargas impostas à coluna ao longo do seu eixo.As vértebras são conectadas entre si pelas articulações posteriores entre os corpos vertebrais e os arcos neurais. Elas se articulam de modo a conferir estabilidade e flexibilidade à coluna, atributos necessários para a mobilidade do tronco, postura, equilíbrio e suporte de peso,e em seu interior o canal vertebral, eixo central que contém a medula espinhal.Os discos intervertebrai se encontram em toda a coluna vertebral exceto entre a primeira e a segunda vértebra cervical. É importante conhecer sua estrutura e composição, pois permitirá uma melhor compreensão de suas funções. Os dois componentes básicos da estrutura do disco são o anel fibroso (parte externa) e o núcleo pulposo (parte interna). Eles formam uma articulação cartilaginosa.












Núcleo Pulposo:
O núcleo pulposo é um gel que corresponde a 40-60% do disco e se compõe de 70-90% de água e proteoglicanos. O núcleo tem a capacidade de se deformar quando submetido a pressão, com participação nos mecanismos de absorção de choques e distribuição de forças, equilibrando tensões. O anel fibroso é composto por uma série de camadas de fibras colágenas dispostas de forma espiral, encapsulando o núcleo pulposo. Ele auxilia a estabilização da coluna, funcionando como um ligamento.










Ligamentos:




Todas as vértebras e discos são conectados entre si pelos ligamentos, sendo os principais: o longitudinal anterior, o amarelo, o interespinhal e supra-espinhal. Eles são compostos por uma faixa ampla de um tecido espesso, com suas fibras longitudinais distribuídas em várias camadas, sendo que as fibras mais profundas unem vértebras adjacentes( próximas) e as superficiais se estendem por duas a quatro vértebras. Entre suas funções: estabilizar, permitir o movimento da coluna e retorno à posição ereta ao flexionar a coluna,em decorrência de sua elasticidade. Nestas tarefas os ligamentos são auxiliados pelos tendões e músculos
















Músculos:


Os músculos da coluna vertebral desempenham importante função na manutenção de sua estabilidade, equilíbrio , movimentação dos membros e participam dos mecanismos de absorção dos impactos protegendo a coluna de grandes sobrecargas.Eles atuam na coluna vertebral integrados e em harmonia, porém é necessário compreender a função de cada grupo muscular e sua sincronia durante a realização dos diversos movimentos. Os músculos são divididos em grupos, com funções distintas de acordo com os segmentos da coluna em que estão situados. Entre as suas importantes funções, além da movimentação proporcionam estabilidade da coluna .Diversos músculos atuam, entre os quais os rotadores, interespinhosos e multifídeos.













Medula espinhal:




A medula espinhal encontra-se no interior do canal vertebral estendo-se do cérebro até a primeira vértebra lombar, podendo ocorrer variações anatômicas. Ela é parte essencial do sistema nervoso central. É envolvida por três membranas protetoras de dentro para fora:a pia-máter,a aracnóide e a dura-máter. A pia-máter e a aracnóide são separadas pelo espaço sub-aracnoideo, local onde transita o líquido cérebro-espinhal. A aracnóide termina no nível da segunda vértebra sacra. O espaço existente entre a dura-máter e a parede do canal vertebral é preenchido por gordura, tecido conectivo e plexo venoso, e é denominado de espaço peridural. As membranas que envolvem a medula alem de proteger o tecido nervoso permitem que os impulsos nervosos sejam transmitidos durante o movimento. A medula espinhal tem forma cilíndrica, com o diâmetro transverso maior do que o ântero-posterior .Ela tem duas dilatações: uma na região cervical formando o plexo braquial e outra na região lombar o plexo lombo sacro terminando no cone medular ao nível da segunda vértebra lombar. Abaixo dessa região as raízes nervosas lombares e sacras ocupam o canal vertebral, formando um conjunto conhecido como cauda eqüina. Nesta região encontra-se o filum terminale, uma estrutura fibrosa não nervosa, que é uma extensão da pia-máter e envolvida pela dura-máter, que se insere no cóccix. Nervos espinhaisO nervo espinhal é formado pela fusão de duas raízes, uma ventral e outra dorsal. A raiz ventral possui apenas fibras motoras (eferentes) com seus corpos celulares situados na coluna anterior da substância cinzenta da medula. A raiz dorsal possui fibras sensitívas (aferentes), e seus corpos celulares situados no gânglio sensitivo da raiz dorsal. A fusão das raízes sensitiva e motora resulta no nervo espinhal. O nervo espinhal deixa o forame intervertebral e divide-se em ramo anterior (ventral) e posterior (dorsal). Entre suas funções inervar a pele, articulações posteriores, músculos da coluna, do tórax, do abdome e dos membros superiores e inferiores.